SPORE e o DRM

Lançamento super aguardado da EA, campanha das mais interessantes, bem acabadas e caras do pedaço, muita criatividade para transformar UGC em dólares por muitos anos a fio. A popularidade do SPORE, no entanto, está esbarrando numa questão das mais contemporâneas (e complexas): sua proteção anti-pirataria.

Ao custo de 50 dólares a edição básica e 80 a super luxo, já tem uma penca de gente reclamando na Amazon e afins pelo absurdo que é limitar o comprador a 3 instalações por cópia adquirida. A sensação que fica é a de que se está alugando e não comprando o game.

Parece exagero, mas o pessoal tem um ponto: um jogo como o SPORE, de jogabilidade similar ao The Sims e ao Sim City, deveria acompanhar o gamer por mais do que uma máquina em sua vida útil — que tende a ser coisa de alguns anos — sem que isso o transformasse num suposto pirateador maldito. Um par de instalações numa mesma máquina e a coisa já desanda, que dirá se o sujeito comprar uma nova.

A saída da EA até agora foi colocar um telefone pro malandro comprovar que comprou mesmo sua cópia e ter direito a mais uma (!) instalação bônus, após muita burocra.

Com Wall Street do jeito que está, não custa perguntar: e no dia que a empresa não estiver mais na área? Aí restarão somente produtos virtuais nas casas das pessoas. No máximo, belos porta-copos.

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